domingo, 27 de janeiro de 2008





“All The Lost Souls”


Quem pode saber o que se passa no interior do mundo?

E no interior de uma pessoa? Será que alguém arrisca um palpite?

Às vezes, a gente pensa que conhece as pessoas, e o que elas querem da vida. A gente pensa que um ou outro é feliz... Porque ele tem amigos... Porque ele tem sucesso... Porque ele realizou seu sonho... Porque ele sorri...

Mas... quem pode dizer se é o bastante? Por mais que nossas mentes prepotentes bolem mil teorias, a gente nunca conhece a alma das pessoas. A gente nunca sabe o que realmente se passa.

O mundo gosta de especular sobre o que leva as pessoas aos atos desesperados. Pessoas, aparentemente, com uma vida maravilhosa. E, de repente, como uma tempestade que não foi prevista apesar do céu estar escuro, parte da verdade se mostra. A parte da verdade que a gente não quis ver.

Atos desesperados nunca são isolados. São frutos de uma alma que chora. Mesmo que ninguém saiba, mesmo que ninguém entenda o porquê.

Ela é linda! Sorri como um anjo. Tem mil olhares a sua volta. Mas se sente sozinha. Parece uma daquelas meninas que todo cara se apaixona. É inteligente, divertida, espontânea. Ela só não entende como as pessoas não conseguem ver através da máscara. Como não é tão explícito o modo com que ela grita e chora com os olhos sempre abertos.

Ele é o cara que faz sucesso com as meninas. Sai sempre de carro pra lugares badalados. Finge que não sente nada pra não lembrar como dói sentir. É um daqueles caras que não se apaixona, não namora, só festeja. É engraçado, feliz e adorável. Ele só não sabe como esquecer a desilusão. Como se abrir novamente.

E a gente convive com pessoas assim o tempo todo e não percebe. Porque a gente não tenta enxergar a alma de quem ta por perto... Só a cor dos olhos ou da camisa. A gente vê o sorriso, mas não vê a falta de brilho no olhar. E depois se pergunta por que desesperar.

Ele era um ator em ascensão. Conquistando um espaço grande no que talvez fosse seu sonho. Ele era charmoso e atraente, o que fazia dele um galã. Seu nome estava correndo por aí, comparado a uma das maiores promessas do cinema. Era jovem, rico, bonito, idolatrado... E agora o mundo se pergunta o que aconteceu.

O que muitas vezes pode parecer um sonho, pode não ser o suficiente. Você pode ter tudo aquilo que muitos querem, mas pode querer apenas estar longe de tudo.

E o que se passa no interior de uma pessoa?

Quem pode dizer se é o bastante?

Será que alguém arrisca um palpite?



* Texto ao som de James Blunt.
* Título tirado do último cd do cantor.
* Destaque para a letra de “Billy” :
http://letras.terra.com.br/james-blunt/464878
* Fotos exibidas no site Ego.

*** Em homenagem ao ator Heath Ledger. ***

6 comentários:

Laís Mendes disse...

Um texto desse tamanho merece um agradecimento a quem teve paciência de ler tudo.

Espero que tenha valido a pena!

Thanks!

Jader Rubini disse...

E como valeu. Eu leria mais se o texto não fosse tão curto...
Você escreveu pra mim?

Ah, a música de hoje?
Fix You - Coldplay

gederson disse...

kra ...vc tem talento..siga em frente

Mariana Duarte disse...

Heath Ledger, o mundo perdeu um grande cara! Belo talento que infelizmente não teremos mais por aqui...

O texto é fantástico! É isso, acho que no fundo todos nós temos um lado "reservado", aquele lado que só nós entendemos ou pelo menos tentamos e sempre longe dos olhares dos outros.

Cabe a cada um decidir a melhor forma de viver com esse lado, com esse sentimentos.

Rodolfo disse...

Texto otimo...partes dele me lembram algumas pessoas, ouras nem tanto...

Mas é tudo tão subjetivo que eu me limito a dizer:

Parabens pelo texto...

Laís disse...

Aaaaaaaah Dolfinho....
Vc quase sempre entende minhas reticências.... rs

Isso às vezes pode me complicar....
hahahahaha